Juros mais baixos elevam interesse por fundos imobiliários

A redução do juro básico Selic para os menores níveis da história desperta, cada vez mais, a atenção do investidor em busca por alternativas para seu dinheiro render mais. Este cenário, aliado à queda da inflação, resulta em boas perspectivas de valorização para os fundos de investimento imobiliários (FII) para 2018.

Valorização dos fundos imobiliários

Para se ter uma ideia da progressão deste tipo de negócio, no período entre 2016 e 2017, a  valorização foi de 58%, conforme Índice de Fundos Imobiliários (Ifix), responsável pelo desempenho dos preços das cotas dos principais fundos negociados na bolsa B3. Somente em dezembro,  o Ifix registrou valorização de 0,6% e acumulou alta de 19,45% no ano. Isso depois de um ganho de 32,3% em 2016. Se compararmos com o CDI, a alta foi entre 0,5% e 9,9% enquanto a Ibovespa, que resulta das ações mais promissoras na B3, as valorizações ficaram entre 6,2% e 26,9%.

Por se tratar de um setor que tende a ter menos volatilidade em relação ao investimento em ações, o fundo imobiliário é mais indicado ao investidor que deseja assumir riscos, mas não se sente seguro em ser um acionista de uma empresa, por exemplo.

Redução da taxa Selic

Com a redução da taxa básica de juros da economia no início de fevereiro, de 7% para 6,75% ao ano, os fundos imobiliários ganharam ainda mais destaque.  A notícia, somada à melhora real do setor imobiliário, aumento das vagas de emprego e renda e de crédito, torna o cenário ideal para que este tipo de investimento, pois encontra um ambiente diferente com maior facilidade para alugar seus espaços vagos e ganhando maior potencial de apreciação.

Para quem está pensando em investir uma cota de fundo imobiliário, uma das vantagens é o valor mais baixo de aplicação, que gira em torno de R$ 100.  Isso sem contar o incentivo tributário para a pessoa física, que costumam ser mensais e isentos de Imposto de Renda caso a carteira de investimento tenha, ao menos, 50 cotistas e as cotas sejam negociadas em Bolsa. A cobrança só acontece mediante a venda, chegando a 20% sobre o ganho.

Atenção na hora de investir

Vale ressaltar que apesar da atratividade dos fundos imobiliários, as aplicações precisam ser bem avaliadas, levando em consideração o perfil de cada investidor, seus objetivos, diferentes graus de aceitação de risco e necessidade de liquidez, sendo mais indicadas para quem deseja investir a médio e longo prazo. Isso porque, mesmo com a queda dos juros, os fundos imobiliários são diferentes das aplicações em renda fixa. Na verdade, eles são uma combinação de renda fixa e variável, que pode embutir riscos como de crédito, de liquidez e de mercado.

Por isso, é preciso cuidado e consciência de que há riscos. Alguns são semelhantes aos que envolvem o mercado imobiliário e com papéis negociados em bolsa. Para evitar contratempos, a dica é pesquisar sempre a taxa de administração e buscar orientação especializada antes de investir.   

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